quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

....o custo humano da guerra fria....

Contrabando de quinze mil crianças é a página mais triste das retaliações americanas à Revolução Cubana



Espiões cubanos enviados secretamente a Miami para serem infiltrados em organizações anticastristas de modo a evitar atentados contra pontos turísticos na ilha. Espionagem, contraespionagem, terrorismo e política, narrados de uma forma eletrizante. Apesar de emocionante, o thriller de Fernando Morais (“Os últimos soldados da guerra fria') não tem nada de ficção.

É história recente, mas praticamente desconhecida entre nós. As escaramuças e retaliações americanas à Revolução Cubana, e a contundente ação dos dissidentes sediados em Miami pode ajudar a jogar luz sobre a violação de direitos humanos na ilha –e no continente americano.

De todos os episódios que Morais narra, inclusive para contextualizar as ações de ambos os lados, o mais impactante é a Operação Peter Pan. Por ela, quase quinze mil crianças cubanas foram contrabandeadas para os EUA, sob falsas ameaças. De novo, parece enredo de ficção. Mas Fernando Morais a relata com uma preciosidade de detalhes e ajuda a compreender como a propagação do terror com o mote 'comunista come criancinha' foi muito mais real e muito mais drástico do que uma piada de mau gosto.

Conheça o episódio pela narrativa do autor.



No auge das primeiras confrontações entre Havana e Washington, a CIA e o arcebispo Coleman Caroll, titular da arquidiocese de Miami, arquitetaram um espantoso plano de transferência massiva de crianças de Cuba para os Estados Unidos, para o qual contaram com o apoio indispensável da Igreja cubana. Batizada de Operação Peter Pan e inspiradora de livros e filmes, a ação teve início numa noite de outubro de 1960, com a patética proclamação de um locutor da rádio Swan, stacão de ondas médias da CIA instalada na ilha Cisne, em território hondurenho, para transmitir programas dirigidos a Cuba. "Mães cubanas! O governo revolucionário está planejando roubar seus filhos!", gritava o radialista. "Quando fizerem cinco anos, seus filhos serão transformados em monstros materialistas! Alerta, mães cubanas! Não deixem que o governo roube seus filhos!" O segundo passo foi dado na manhã seguinte, quando centenas de milhares de panfletos foram espalhados pelo país com o texto de uma falsa lei, redigida nos escritórios da CIA, que estaria para ser posta em vigor, "a qualquer momento" pelo governo de Cuba. Repleto de considerandos e de citações da legislação em vigor, o documento apócrifo era assinado por "Doutor Fidel Castro Ruz, primeiro-ministro" e pelo então presidente da República, Osvaldo Dorticós.


O homem escolhido pela arquidiocese para executar o plano era o padre Bryan Walsh, um irlandês cinquentão de 1,90 metros de estatura e físico de pugilista que vivia nos Estados Unidos desde a juventude. Ao chegar a Havana, semanas depois, levando na bagagem nada menos do que quinhentos vistos de entrada nos Estados Unidos em branco, Walsh encontrou uma sociedade chocada. Os desmentidos do governo revolucionário não tinham sido suficientes para diminuir a apreensão das famílias cubanas. Além disso, vigários de paróquias de todo o país, especialmente no interior, onde vivia a população mais simples e desinformada, se encarregaram de difundir a macabra versão de que as crianças separadas dos pais seriam removidas para Moscou e transformadas em alimento enlatado para o consumo da população russa. Não era a primeira vez que se utilizava para fins políticos história tão medonha e inverossímil. A anedota segundo a qual comunistas comiam pessoas nascera no fim da Segunda Guerra, quando a máquina de propaganda fascista inundara a Itália de folhetos que afirmavam que os soldados italianos que se entregassem ao Exército Vermelho seriam mortos, triturados e transformados em comida para saciar a fome que dizimava milhões na Rússia stalinista.



....quando a Operação Peter Pan foi concebida, Cuba e Estados Unidos ainda mantinham relações normais. Centenas de viajantes cruzavam diariamente o estreito da Flórida, nos dois sentidos, nos voos que ligavam a capital cubana à Flórida. E a ponte aérea entre Havana e Miami foi o caminho escolhido pelo ladre Walsh para por em prática a operação. Por exigência da CIA, ninguém viajaria acompanhado dos pais. Os quinhentos formulários em branco que o religioso levara na primeira viagem não seriam suficientes, como se saberia mais tarde, para atender sequer a 5% dos pequenos candidatos à salvação do inferno comunista.

Segundo a ONG americana Pedro Pan Group, ao todo foram contrabandeados 14048 menores, de ambos os sexos, alguns dos quais acabariam por se converter em personagens da vida pública norte-americana, como o senado republicano Mel Martinez, o ex-prefeito de Miami, Tomás Regalado, e os diplomatas Eduardo Aguirre, nomeado embaixador na Espanha pelo presidente George W. Bush, e Hugo Llorens, que era embaixador em Honduras em 2009, quando da deposição do presidente Manuel Zelaya. Instalados inicialmente em orfanatos católicos e instituições de caridade, milhares deles jamais voltariam a ver os pais e mães. No começo de 1962 chagava ao fim a Operação Peter Pan, um dos mais dramáticos e dolorosos episódios da história da Revolução Cubana.

Retirado do Blog-sem-juiso

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Urgente: EUA declaram fim da guerra no Iraque

O cartunista e ativista Carlos Latuff é colaborador do Opera Mundi. Seu trabalho, que já foi divulgado em diversos países, é conhecido por se dedicar a diversas causas políticas e sociais, tanto no Brasil quanto no exterior. Muitas de suas charges podem ser encontradas no http://twitpic.com/photos/CarlosLatu

Retirado do Opera Mundi

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Rússia posiciona navios de guerra na Síria

A Rússia está posicionando navios de guerra em sua base na Síria [1]. O grupo de combate inclui o porta-aviões lança-mísseis “Almirante Kuznetsov”. O deslocamento está sendo apresentado como movimento pré-planejado, sem qualquer relação com a montante tensão na Síria, mas acontece depois de os EUA terem despachado para a Síria o Grupo de Naves de Ataque “George H.W. Bush”.

Por M.K. Bhadrakumar, no Indian Punchline

 


Crescem as especulações de que estaria em preparação uma “intervenção humanitária” do ocidente contra a Síria.

EUA e Turquia alertaram seus cidadãos para que deixem o território sírio. A Liga Árabe está-se unindo à União Europeia na questão síria. Mais uma vez, a França aparece à frente. Interessante: a Turquia foi convidada a participar da reunião de ministros de Relações Exteriores da União Europeia em Bruxelas [2]. Todos esses passos são rigorosamente idênticos ao que se viu pouco antes da “intervenção humanitária” do ocidente contra a Líbia.

Porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia disse, na sexta-feira, que: “a situação dos direitos humanos num ou noutro país pode ser, evidentemente, objeto de preocupação internacional, mas em nenhum caso se pode admitir que questões de direitos humanos sejam usadas como pretexto para qualquer tipo de intervenção nos assuntos internos de estados soberanos, como se vê acontecendo hoje, no caso da Síria. Cabe aos sírios decidir sobre o próprio destino, sem qualquer tipo de ‘empurrão’ vindo do exterior. A Rússia de modo algum aceita qualquer tipo de cenário que inclua intervenção militar na Síria”.



Há notícias ainda não confirmadas de que haveria assessores russos já trabalhando com os sírios para a instalação de um avançado sistema de mísseis S-300 – que tornará extremamente arriscada, para o ocidente, qualquer tentativa de implantar na Síria alguma “zona aérea de exclusão”, como fez na Líbia.

A grande pergunta é se haverá ou não disputa aberta entre EUA e Rússia, pela Síria. Para os EUA, uma mudança de regime na Síria abre caminho para, na sequência, atacarem o Hamás e o Hezbollah, o que isolaria o Irã. As apostas são altíssimas. Para a Rússia, perder a base naval de Tartus seria golpe grave, que reduziria muito a capacidade de operação dos russos no Mediterrâneo; além, claro, de perderem a Síria, seu antigo aliado. Do ponto de vista dos EUA, uma disputa aberta entre EUA e Rússia teria implicações em várias questões importantes – a finalização da guerra do Afeganistão, o problema nuclear iraniano, as tensões EUA-Paquistão, etc.

Significativamente, o Kremlin já mandou a Pequim e Teerã o embaixador russo na Otan, Dmitry Rogozin [3], para consultas sobre o sistema de mísseis de defesa de EUA/Otan. Até agora, os russos vinham discutindo o sistema de mísseis antibalísticos (ABM) como problema bilateral entre russos e norte-americanos. Nesse momento, os russos investem mais em interesses comuns que os aproximem de China e Irã. Essa mudança tem implicações profundas para a segurança regional na Ásia Central e Sul da Ásia e para o Oriente Médio. (...)



Notas dos tradutores
[1] 28/11/2011, Russia News, Sea alert: Russian: warships head for Syria
[2] 28/11/2011, Zaman, France invites Turkey to EU meeting on Syria
[3] 28/11/2011, RIA NOVOSTI, Russia’s NATO envoy to visit China, Iran over missile defense

*MK Bhadrakumar foi diplomata de carreira do Serviço Exterior da Índia. Prestou serviços na União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão e Turquia. É especialista em questões do Afeganistão e Paquistão e escreve sobre temas de energia e segurança para várias publicações, dentre as quais The Hindu, Asia Online e Indian Punchline. É o filho mais velho de MK Kumaran (1915–1994), famoso escritor, jornalista, tradutor e militante de Kerala.

Retirado do vermelho.org.br

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Hoje na História: Pacto Anticomintern

Este Pacto Anticominten feito entre Alemanha e Japão em 24/11/1936, mais tarde incluída a Itália. Era dirigido contra a Internacional Comunista (Comintern)  em especial contra a União Soviética. 

Os nazistas faziam ataques públicos contra o comunismo (bolchevismo) e apoiavam a guerra do Japão contra a China.

Cinicamente o Ministro Alemão Joachim Ribbentrop na ocasião disse à imprensa que a Alemanha Nazista e o Japão Imperial tinham se unido para defender a civilização ocidental fazendo apologia ao anticomunismo.

O tratado tinha um protocolo secreto que veio a tona mais tarde quando do Pacto de Não-Agressão Molotov-Ribbentrop, pois o Japão se sentiu traído pelo movimento Alemão. Porque no referido protocolo contra a União Soviética as duas nações (Japão e Alemanha) se comprometiam em caso de ataque não provocado da URSS, as duas nações tomariam medidas para salvaguardar seus interesses comuns.

E estipulava que nenhuma das duas nações firmaria quaisquer tratados com a Rússia contrários ao espírito do acordo, sem consentimento mútuo.

A história mundial é repleta de acordos não cumpridos, porque foram acordados sobre falsas verdades. Hoje vimos acordos internacionais contra as Nações do Islã, África, Ásia e America Latina. Sempre contra seus povos, suas liberdades e riquezas.

A história invariavelmente se repete.

sábado, 19 de novembro de 2011

Deputado Raul Carrion em Rio Grande.

O Deputado Raul Carrion esteve em Rio Grande e cumpriu uma extensa agenda. Pela manha visitou alguns veículos de comunicação, após se reuniu com as Direções do PC do B de Rio Grande e São Jose do Norte e a tarde realizou Audiência Publica sobre a Ferrosul. E ainda visitou o Sindicato dos Estivadores.
Na Radio Nativa.
No Jornal Diario Popular.
No Jornal Agora.
Na sede do PC do B de Rio Grande.
Carlos, Rafael,Dep. Raul Carrion, Reitor da Furg Cousin, Pitter e eu.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Entre Povo e Banqueiros


França, Alemanha e FMI espremem o Primeiro Ministro Grego George Papandreou, que recua da convocação, frente às ameaças e diz que não vai mais fazer o plebiscito para o povo grego, disser se aceita ou não mais arrocho, implícito no plano de Sarkozy e Ângela Merkel plano que trás ainda mais sacrifícios aos trabalhadores gregos.


O fraco Papandreou levou um pito da Primeira Ministra da Alemanha Ângela Merkel  e do Presidente Frances Nicolas Sarkozy, aquele que defendeu o ataque militar a Líbia em nome da democracia. Mais agora demonstra qual democracia defende, entre povo e banqueiros briga pelos últimos.
Por causa de uma possível consulta ao povo grego abortada pelo Ministro Grego e seu Governo subserviente. As autoridades Européias ficaram enlouquecidas, certos de um não do povo. 

Estes senhores (as) devem se inspirar na Europa Medieval onde a nobreza, classe apeada do poder pelos burgueses, infligia ao povo aumento de impostos para financiar novas guerras, cruzadas e banquetes regados a vinho, caviar, faisões e javalis. E sempre o povo para pagar.
Tudo o que defendem é o lucro dos banqueiros não se importam com a miséria e sofrimento daqueles filhos da terra, que é mãe da civilização ocidental.