quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Shopping Praça Rio Grande é anunciado oficialmente no antigo hipódromo em Rio Grande



Foi apresentado na manhã desta quarta-feira, em Rio Grande, o mais novo empreendimento para o município: um shopping center cercado por hotel e prédios comercial e residencial.
A 5R Shopping Centers será responsável pela obra. A empresa é uma união entre a família Rossi e dois empresários voltados a negócios deste tipo. O investimento será de R$ 120 milhões, em uma área total do complexo de 190 mil metros quadrados.
O Shopping Center Praça Rio Grande terá área bruta locável de 25 mil metros quadrados. Projetado para ter um pavimento, o local terá 1,7 mil vagas para estacionamento. Serão 96 lojas-satélites, um hipermercado, quatro âncoras e seis semi-âncoras, totalizando 107 novos negócios. Quatro salas de cinema também farão parte do centro, que terá temática da cidade, voltado especialmente para o mar.
As obras devem iniciar já em setembro. Para entregar o projeto dentro do prazo (dois anos e meio), mil funcionários participarão das construções. Depois de pronto, só o shopping center abrirá 500 novos empregos diretos.
Os empreendimentos do entorno do centro comercial (um condomínio vertical residencial, um prédio comercial e um hotel) ainda não tem previsão de início.
Para fortalecer a memória do antigo Jockey Club, o secretário de Coordenação e Planejamento de Rio Grande, Paulo Cuchiara, garantiu que o pavilhão de arquibancadas será restaurado pela própria construtora. O local servirá como um centro cultural, que contará com um teatro, salas de exposição e um museu, provavelmente voltado para a história do hipódromo.

por Anderson Silveira ( Cebolinha )

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dilma frustra expectativas dos trabalhadores com medidas contra crise

Cinthia Ribas
A CTB participou na manhã desta segunda-feira (29), junto com as demais centrais sindicais (CGTB, CUT, Força, NCST e UGT), de uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Gleisi Roffmann (Casa Civil) e Gilberto Carvalho (Secretaria-geral), para discutir os rumos econômicos do país e as medidas de enfrentamento da crise econômica internacional. O resultado do encontro frustrou sindicalistas e trabalhadores que esperavam do governo Dilma medidas que valorizassem o mercado interno e, por conseqüência, a classe trabalhadora.



A insatisfação se deve ao fato da própria presidenta ter declarado que está previsto um corte de gastos públicos que possibilite aumento do superávit primário. De acordo com a presidenta, a crise mundial pode se agravar e que, por isso, há necessidade de aumentar o superávit primário [economia para pagar juros da dívida pública].
Para os representantes das centrais, que saíram totalmente descontentes da reunião, a medida é totalmente equivocada. Wagner Gomes, presidente da CTB afirmou que a declaração decepcionou o movimento sindical. “Isso para nós é uma ducha de água fria que vai levar o Brasil a desindustrialização”, disse o presidente CTB.
Na opinião da CTB, a presidente reafirma uma poltica economia recessiva, que prioriza o sistema financeiro em detrimento de uma politica de valorização da industria nacional e do desenvolvimento e do fortalecimento interno.
Wagner Gomes lembra que essa posição do governo, inclusive, é contestada pela principal bandeira defendida no Ato de 03 de agosto, que é a mudança na politica economica, com redução de juros, conquista do desenvolvimento com valorização do trabalho, distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno.
Opinião compartilhada por Adilson Araújo, presidente da CTB-BA, que também participou da reunião. “Queremos dialogar sobre a política industrial, a questão da desoneração, reajuste das aposentadorias e muitos outros questionamentos relativos à pauta dos trabalhadores".
Na opinião dos dirigentes cetebistas o remédio apresentado é amargo. “Com essa atitude demonstra que pretende atrair a confiança dos credores, ao invés de se voltar para o social e implantar medidas como as de 2008, para conter os impactos da crise. Precisamos de iniciativas que estimulem o mercado interno e a produção nacional”, afirmou o presidente da CTB.
“Com essa estratégia, que o presidência chamou de apoio à economia, as empresas aumentam os lucros, enquanto os trabalhadores são podados ter uma qualidade melhor de vida. O país precisa de uma agenda positiva com valorização do trabalho, redução da jornada, investimentos na agricultura familiar, efetivação da reforma agrária, enfim, de uma política que valorize o trabalho”, declarou o dirigente.
Na próxima quarta-feira (31), as centrais participarão do ato promovido pela União Nacional de Estudantes (UNE), na porta do Banco Central, em Brasília. “Vamos somar as lutas, mais uma vez, dos movimentos sociais e sindical visando a implantação de um projeto nacional com desenvolvimento com valorização do trabalho, que é do que o Brasil precisa”, concluiu o presidente estadual da CTB.



 Retirado do Portal CTB

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Eleição no Sindicato dos Estivadores e dos Trabalhadores em Carvão Mineral do Rio Grande, Pelotas e São Jose do Norte.


A eleição do Sindicato dos Estivadores teve seu desfecho hoje com a eleição em segundo turno da Chapa Três encabeçada por Paulo Roberto Inaurriaga  Cabral . Ocorreu de forma tranqüila e social, os estivadores estão de parabéns, por demonstrar a democracia proletária. O processo foi dirigido pelo Sr. Daniel Alvarenga, que foi vitorioso em sua plenitude, pela lisura.
A Chapa Três contabilizou 378 votos e a Chapa Um encabeçada por Liones Mendes obteve 220 votos favoráveis, sendo 10 votos nulos e 3 votos em branco. Segundo Daniel Alvarenga quem ganha com a lisura do pleito é a categoria e o movimento sindical, já Liones Mendes diz que a vida não é só de vitórias e Paulo Roberto líder da Chapa Três diz que o Sindicato vai mudar. Junto de muitos foguetes os Estivadores comemoraram e demonstraram sua satisfação.
Victor Nobre

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Informativo 4º Reunião dia 14/08/2011

JOCKEY CLUB DE PELOTAS - Hipódromo da Tablada



Programa Informativo da 4ª reunião dia 14 de Agosto de 2011 - Domingo - Temporada (2011/2012)
                                                                                                                                                                                                   Pelotas, 9 de agosto de 2011



1ºPáreo 1.200 metros 14:00h

1.Calandria Sam
54-1
2.Principe Dubai
56-2
3.Lion Light
56-3
4.Machaço Corunilha
56-4
5.Red Clown
6.To Ligado
7.Caboclo Pretolin
8.Reykjavik
9.Belo do Sul
54-5
56-6
56-7
54-8
56-9


2ºPáreo 1.400 metros 15:00h

1.Sunset Boulevard
56-1
2.Quioza Dutchman
50-2
3.Sul Brasileiro
58-3
4.Galo Bueno
58-4
5.Um Balaço
54-5
6.Heap
54-6
7.Milenar
50-7
8.Polakinho
52-8
9.Fuco
54-9


3ºPáreo 1.400 metros 16:00h

1.Quartiere Italiano
2.Victor Rei
3.Comandante Sulista
4.Under Sun
5.Netuno
54-1
56-2
53-3
50-4
55-5
6.Ten Winner
53-6
7.Climaco
53-7
8.Dom Bernardo
9.Mestre Beleza
10.Jazz and Wine (ARG)
50-8
53-9
53-10


4ºPáreo 2.000 metros 17:00h
G. P. Centenário do Grêmio Esportivo Brasil
1.Urbino Danz                                               55-1
2.Noteiro                                                          57-2
3.Chairman                                                      54-3
4.Oakfast                                                          57-4
5.Vielki                                                             57-5
6.Quadriveloz                                                 56-6
7.Papão                                                              56-7

Deliberações da Comissão de Corridas:

- Liberar o jóquei D. R. Freitas e chamá-lo após o cânter do 1º Páreo na Casa de Chegada.

- Solicitar aos treinadores P. Ribeiro e J. Rodrigues a anuência e a liberação do aprendiz de 4ª categoria J. Matos.

- Devido a não confirmação de alguns patrocinadores do Centenário, o prêmio do Grande Prêmio será de R$ 1.000,00 ao proprietário do vencedor, e as comissões dos profissionais conforme acordo com o C.N.C; Inscrição R$ 100,00 e Volta Obrigatória R$ 100,00.

- A premiação dos páreos de turma passarão para R$ 500,00 ao vencedor e comissão dos profissionais conforme acordo com o C.N.C.

Observação:
- Foram acrescentados 2kg em cada animal do G.P. Centenário do Grêmio Esportivo Brasil em virtude de não correrem os chamados “Top Weights”.


Anderson Silveira ( cebolinha )

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

No topo da Marinha - e de Batom!

                               Conheça a trajetória de Hildelene Lobato Bahia, primeira mulher a ser comandante da Marinha Mercante do Brasil

                              Um petroleiro de 18 mil toneladas de porte bruto sob a batuta de um penteado rabo de cavalo imponente. A paraense Hildelene Lobato Bahia, de 36 anos, alcançou em 2009 um feito histórico na Marinha Mercante do Brasil, tornando-se a primeira mulher comandante, posto mais alto na hierarquia marítima e que antes era monopólio masculino. Esse vanguardismo abriu mais espaço nas instituições militares para a presença feminina nos altos comandos da hierarquia.
                             Com uma carreira reconhecida internacionalmente, a comandante, ainda que ocupe tal posição, é dona de uma simplicidade desconcertante, não dispensa um shopping e se considera vaidosa, “porque é algo que faz bem para a autoestima”.


                              ‘Entrei de gaiato no navio’

                          O hit dos Paralamas do Sucesso se encaixa bem na história da primeira mulher comandante da Marinha Mercante do Brasil. Bahia conta que entrou no concurso da Transpetro para incentivar o irmão. “Foi a primeira turma de meninas aberta para a Marinha Mercante. Na época eu não tinha noção da diferença entre Marinha de Guerra e Mercante”, admite. Aluna de Ciências Contábeis, lembra que nem tinha tempo para estudar para o concurso e, logo na primeira fase, foi classificada, ao contrário do irmão, que não teve o mesmo sucesso.
                           Depois das fases teóricas, o desafio não diminuiu. Foi a vez do teste físico, que incluía uma prova de natação. Detalhe: ela ainda não sabia nadar. “Quinze dias antes da prova procurei um professor. Expliquei que tinha só esse tempinho até enfrentar uma prova de natação de 50 metros para um concurso da Marinha. Surpreso, ele perguntou: ‘Agora é que você vem treinar?’”, relembra. Mas a paraense conseguiu fôlego necessário para ter êxito no teste físico. E mais. “Nunca tinha corrido na vida e tirei primeiro lugar na prova. Depois fui chamada até para participar da equipe de atletismo da Marinha”, orgulha-se.

                           Cotidiano militar

                          Quem não se lembra de Demi Moore interpretando uma mulher que desejava virar fuzileira da Marinha norte-americana? Em “Até o Limite da Honra”, Moore sofre muito com a exigência física e com o preconceito masculino no meio. Hildelene recorda que o tratamento dedicado a ela foi exatamente igual ao dado aos recrutas masculinos. “Os veteranos fizeram os mesmos trotes e aqueles serviços de militar mesmo, não houve diferença. Eles sempre apelam muito para o lado psicológico para ver se vamos aguentar o tranco”, acredita.
                          Integrante da primeira turma do Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (CIABA), em Belém, no Pará, ela conta que, das 12 meninas que entraram, apenas três não completaram o programa. As mudanças se deram apenas na infraestrutura do curso, como alojamentos e uniformes, para receber as novas integrantes. “Éramos as estrelas da escola. Sempre surgiam alguns integrantes do alto comando militar e também alguns executivos de grandes companhias que estavam interessados em saber como andava a turma feminina da CIABA”, diverte-se.


  Comandante Hildelene                              O primeiro embarque se deu em 1998. Após escolher ser oficial de náutica, ela embarcou para a praticagem (estágio final do curso) no navio Lorena, da Transpetro, onde a sua carreira deslanchou. “Foi no Lorena que me formei. Lá também fui convidada para o posto de 2º oficial de náutica e, depois, para o de 1º oficial. A seguir fui a primeira mulher a ocupar o cargo de imediato e, por fim, me tornei comandante“, orgulha-se.
                             Para ela, o apoio foi fundamental para conseguir alcançar tamanha posição. “Meu comandante foi o meu principal incentivador, além da empresa que investiu muito nas profissionais mulheres. Eu mesma titubeava, no princípio, em assumir tamanha responsabilidade, mas eles próprios diziam que eu já estava pronta para comandar”, revela.
                            No mesmo Lorena, Hildelene conheceu sua alma gêmea. Ainda no posto de 1º oficial, iniciou um relacionamento com o então estagiário Paulo Roberto de Moraes, hoje na função de 1º piloto e seu atual marido. Mas a vida pessoal é devidamente separada da profissional, ela garante: “Assim que iniciamos, decidimos trabalhar em navios diferentes para não atrapalhar a carreira de nenhum dos dois”. Com uma rotina em que passa dois meses embarcada e o seguinte de folga, a comunicação entre o casal se restringe à internet.
                          Quando foi efetivada como comandante, Hildelene se tornou a primeira a conseguir o feito, à frente do navio Carangola. “É um desafio muito grande. Você tem que se impor e saber usar a voz de comando para lidar com oficiais que não estão acostumados com a presença da mulher nesse ramo, principalmente os mais antigos”, destaca.
                           Estar no controle de um petroleiro navegando por dois meses ininterruptos também tem as suas vantagens. “Eu já conheci muitos lugares do mundo. Quando aportamos por mais de dois dias, consigo tirar um pelo menos para passear e fazer algumas fotos, coisa que adoro”, diz. Mas em alguns pontos do planeta a navegação não foi tão tranquila. “Já peguei tempos muito instáveis no Estreito de Magalhães, onde fiquei sete meses, e também no Sul da África”, recorda.
                           Outro episódio curioso aconteceu em uma aportagem no Bahrein. “Como é um país de cultura islâmica, a mulher é muito submissa ao homem. Foi interessante observar a reação deles quando me viram no comando da embarcação. Apesar da rejeição inicial, provei com a minha capacidade que era habilitada para aquilo e eles passaram a me respeitar”, comemora.

                               Nas horas vagas, a comandante põe de lado o figurino oficial e deixa fluir sua feminilidade. “Mulher gosta mesmo é de salão. Sempre que dá, eu faço o cabelo e a unha. Disso nenhuma mulher pode abrir mão, seja em qualquer profissão. Não por ser obrigatório, mas porque é algo que faz bem para a nossa autoestima, faz parte do nosso universo”, pondera. Longe da labuta, Hildelene gosta de ir ao shopping e viajar: “Já marcamos uma viagem para o Nordeste nessas férias”. Bem-humorada, ela adianta: “Vou de avião, ônibus, qualquer coisa menos navio. Fazer um cruzeiro nem pensar!”.


Retirado do Blog Bolsa de Mulher